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| MORRE CRISTÓVÃO COLOMBO
Redação Tele-Fé Datas Especiais 20/05/2012 19:15 Recomende para um amigo
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No dia 20 de maio de 1506, morre em Valladolid o navegador Cristóvão Colombo. Com apenas 55 anos, partiria cercado de riquezas, mas, por sua vez, quase cego, convencido sempre de ter alcançado a Ásia e sem tem compreendido o verdadeiro alcance de suas viagens.
A rainha Isabel a Católica, que favoreceu Colombo desde o começo de sua aventura, morre no final de novembro de 1504, menos de um mês após o retorno do “Almirante do Mar Oceano”. Colombo ficou bastante afetado pelo falecimento da soberana. O rei Fernando, então em guerra, se desinteressou do aventureiro.
Ficou amargurado e frustrado pela perda de parte de seus privilégios. Doente e debilitado, parte para Sevilha, onde morou em uma casa alugada da paróquia de Santa Maria. Ali viveu só, esquecido pelos contemporâneos, abandonado pela maioria dos companheiros de aventura que enriqueceram graças a ele.
Os direitos que alcançou com suas descobertas foram enormes. Em Santo Domingo, seu homem de confiança, Carvajal, vigia suas posses e guarda as receitas. Durante, pelo menos, duas gerações, os herdeiros de Colombo viveriam na opulência.
Um de seus filhos, Diego, entra na corte com 24 anos. Ex-pagem, depois guarda da rainha e, por fim, guarda do rei, torna-se um hábil cortesão representando seu falecido pai na corte. Em 1508, casa-se com Maria de Toledo y Rojas, filha de Fernando de Toledo, sobrinho do duque de Alba, um dos Grandes de Espanha.
Em maio de 1505, Colombo viaja por 500 quilômetros, de Sevilha a Segovia, em uma mula, para uma audiência com o rei obtida pelo filho. Não consegue do rei o cumprimento das promessas que lhe haviam sido feitas. Conserva apenas o título honorífico de “Almirante do Mar Oceano”.
No final de abril de 1506, a saúde de Colombo se agrava. A gota e a artrite o fazem sofrer. Ele é então levado de Segovia a Valladolid. A sua cabeceira estavam somente seus dois filhos, Diego e Fernando, e seus irmãos Bartolomeo e Diego, bem como monges franciscanos dos conventos vizinhos. Morre no dia da Ascensão, murmurando: “Na tua mão, Senhor, coloco minha alma”.
O velório é celebrado na catedral de Valladolid, Santa Maria Antigua. Em seguida, é enterrado pelos franciscanos no convento da Observância. Ninguém da corte assiste à cerimônia. O historiógrafo oficial da coroa, Pierre d'Anghierra, sequer menciona a morte de Colombo, que tampouco é registrada no registro oficial da cidade.
Colombo, que proporcionara à Espanha enormes territórios nunca antes sonhados, teve a morte esquecida porque dele já não mais precisavam. Duas semanas depois, o rei Fernando, que nunca demonstrou simpatia pelo navegador genovês, restitui a Diego o ouro, as joias e todas as riquezas e objetos que pertenceram a seu pai.
Em 1513, seus restos são transferidos do convento dos franciscanos de Valladolid a Sevilha, graças a sua nora, Marie de Tolède, sobrinha do rei. Ao final de uma cerimônia na catedral de Sevilha, os restos mortais do Almirante são depositados na Cartuxa de Santa Maria de las Cuevas, à margem direita do rio Guadalquivir.
Em sua obra Vida e Viagens de Cristóvão Colombo, publicada em Paris em 1862, Roselly de Lorgues indica que o ataúde fora depositado na capela de Cristo, que o frei Diego de Lugan acabara de construir. Em 1526, os restos de seu filho Diego são também colocados na Cartuxa.
Em 1536, o corpo de Colombo atravessa o Oceano Atlântico e acaba em Santo Domingo. Sua última vontade era de repousar nesta ilha. O caixão é depositado na catedral local, recém construída.
Começa-se a reconhecer o mérito de Colombo de ter proporcionado à Espanha todo um continente, permitindo a esse país tornar-se o mais poderoso do mundo durante um breve período histórico. Não dizia o imperador Carlos V que o sol não se punha jamais em seu império?
Contudo, em seguida, o Almirante cai no esquecimento a ponto de ninguém saber ao certo onde estava enterrado. Em 1899, após a guerra Hispano-Americana, que disputava Cuba, os presumíveis restos de Colombo que, a priori, estavam enterrados em algum lugar do Caribe, são levados a Sevilha.
Em 1902, um monumento é dedicado a Colombo na catedral de Sevilha onde, atrás do coro, já repousava seu filho, Fernando. No entanto, se havia certeza da autenticidade dos espólios de Fernando, o mesmo não ocorria com os de seu pai, conservados numa pequena urna.
A República Dominicana, por exemplo, continua a reivindicar, com orgulho, que tem a honra de ser o verdadeiro abrigo dos restos do ilustre navegador. Não é por menos que há um local conhecido como Farol de Colombo.
Também nesse dia: 1873 - 'Blue jeans' é patenteado por Levi Strauss e Jacob Davis 1498 - Vasco de Gama chega à Índia 1888 - Pasteur apresenta o resultado de suas investigações sobre a raiva 1902 - É criada uma república em Cuba pelo governo militar norte-americano
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| MORRE O ECONOMISTA E FILÓSOFO FRANCÊS SAINT-SIMON
Redação Tele-Fé Datas Especiais 19/05/2012 18:23 Recomende para um amigo
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No dia 19 de maio de 1825, morre em Paris Claude Henri de Rouvroy, economista e filósofo francês mais conhecido como conde de Saint-Simon. Suas ideias influenciariam a maioria dos filósofos do século XIX.
Foi ele o pensador da sociedade industrial francesa que estava em vias de substituir o antigo regime. Segundo o historiador André Piettra, ele foi “o último dos fidalgos e o primeiro dos socialistas”.
Jovem inquieto, recebeu ensinamentos do enciclopedista d’Alembert e do filósofo Rousseau. Adepto das ideias novas, o jovem aristocrata se alista aos 17 anos no exército de libertação dos EUA ao lado de Lafayette e de Rochambeau.
Durante a Revolução Francesa, enriquece com a venda dos bens da Igreja. Em1798, com o dinheiro ganho, instala-se num apartamento em frente à Escola Politécnica. Sob a influência de Jean Burdin, frequenta o curso de física. Mais tarde, muda-se para as proximidades da Escola de Medicina, onde cursa disciplinas de biologia e fisiologia.
Saint-Simon desejava, na realidade, dar um sentido comum à ciência e unificar os princípios científicos. Em 1803, escreve a Carta de um habitante de Genebra aos seus contemporâneos – um elogio à ciência, colocada quase como uma nova religião.
Dono de saber eclético, imerso em seus contatos com cientistas, mas, sobretudo, com ideólogos, elabora uma filosofia pregando o progresso da humanidade pela indústria. Em 1817, publica A Indústria, que já levanta a questão da política positiva. Nesse mesmo ano, Auguste Comte, recém-formado na Escola Politécnica, torna-se seu secretário particular e o auxilia na redação de obras filosóficas e artigos de imprensa.
Herdeiro do Iluminismo e de Rousseau, Saint-Simon encontra-se entre os grandes utopistas do século XIX. Autor de numerosas obras, entre as quais O Novo Cristianismo (1825), se apresenta como o profeta de uma nova religião fundada na fraternidade e na fé em meio ao progresso e à industrialização. No primeiro número de sua revista O Organizador (1819), publica uma célebre parábola em que opõe a utilidade social dos produtores e dos sábios à inutilidade dos dirigentes políticos, religiosos e militares.
O saintsimonismo iria exercer uma profunda influência sobre a elite francesa do Segundo Império. Dessa filosofia partiriam o próprio Comte, fundador do positivismo, os banqueiros Jacob e Isaac Pereire, organizadores do crédito na França, o politécnico Michel Chevalier, redator do Tratado de Livre Mercado de 1860, e Prosper Enfantin, outro politécnico que convenceu Ferdinand de Lesseps a construir o Canal de Suez.
Saint-Simon desenvolveu uma teoria de classes sociais em que opõe uma maioria explorada de trabalhadores a uma minoria de exploradores, que são os ociosos, os proprietários rentistas e, de modo geral, aqueles que não empreendem.
Expõe sua concepção social em diversas publicações, particularmente em Le Système Industriel, em 1821, e em Le Catéchisme des industriels, em 1823. Considerava que a idade de ouro estava por vir e se assentaria na perfeição da ordem social de um capitalismo de abundância e de riqueza em proveito de todos.
Era favorável a um “Conselho de Luizes” constituído de sábios, artistas, artesãos, donos de empresas capazes de privilegiar os fatos e o fundo em detrimento dos princípios e da forma. De outra parte, entendia que governar não era uma particularidade e que a política deveria se limitar a aspectos do sistema econômico.
A proximidade socialista de Saint-Simon notava-se pela tendência à organização e à planificação, em especial no seu projeto de “melhoria geral do território da França” voltado a enriquecer o país e a levar, em seguida, a uma melhoria das condições de vida de todos. Seu objetivo era a elevação moral do proletariado graças a uma organização das riquezas pelos próprios capitalistas. As concepções de Saint-Simon prenunciaram os temas fundamentais do socialismo moderno.
Também nesse dia: 1895 - Morre o cubano José Martí 1536 - Henrique VIII manda matar Ana Bolena 1935 - o Papa Pio IX canoniza Tomás Moru 1536 - Henrique VIII manda decapitar sua esposa
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| MORRE O EX-IMPERADOR DA FRANÇA NAPOLEÃO BONAPARTE
Redação Tele-Fé Datas Especiais 05/05/2012 14:06 Recomende para um amigo
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O ex-imperador Napoleão Bonaparte, Napoleão I, morre aos 52 anos, em 5 de maio de 1821, em sua modesta casa de Longwood, Santa Helena. A ilhota, perdida em meio ao Atlântico Sul, foi para onde Napoleão foi enviado pelos ingleses em 1815, após a derrota de Waterloo.
Segundo o relatório da autopsia publicada pelo governador britânico da ilha, sua morte teria sido provocada por um câncer de estômago. Durante os dois mil dias de exílio, o ex-imperador pôde dar os últimos retoques em sua vida legendária, confiando ao conde Lãs Cases suas memórias, que seriam publicadas no ano seguinte sob o título O Memorial de Santa Helena.
Napoleão, ex-chefe de Estado e de governo que comandara um império que se estendeu pela Europa, morreu como um prisioneiro britânico. Um dos maiores estrategistas militares da história, ele ascendeu com extrema rapidez os postos da hierarquia militar do Exército Revolucionário da França durante o final dos anos 1790.
Em 1799, a França estava em guerra contra a maior parte dos países da Europa, quando Napoleão retorna de sua vitoriosa campanha do Egito para assumir as rédeas do governo francês e salvar a nação de um iminente colapso. Depois de se tornar o primeiro-cônsul em fevereiro de 1800, reorganizou seus exércitos e derrotou a Áustria.
Em 1802 ajudou a escrever e promulgou o Código Napoleônico, um novo sistema legal francês e em 1804 foi coroado imperador da França na catedral de Notre Dame. Já por volta de 1807, Napoleão controlava um império que se estendia do rio Elba ao norte até a Itália, ao sul, e dos Pirineus até a costa da Dalmácia.
Derrocada Entretanto, a partir de 1812, Napoleão começa a fazer face às suas primeiras significativas derrotas em sua carreira militar, sofrendo uma desastrosa invasão da Rússia, perdendo a Espanha para o duque de Wellington na Guerra da Península e suportando uma derrota total diante das forças aliadas comandadas pela Inglaterra em 1814.
Enviado para o exílio na ilha de Elba, Itália, escapou viajando para a França no começo de 1815. Lá conseguiu erguer um novo exército, que goza temporariamente de outros êxitos antes de sua esmagadora derrota em Waterloo, contra uma força sob o comando de Wellington em 18 de junho de 1815. Napoleão foi então exilado sob severa vigilância para a ilha de Santa Helena na costa da África.
Conta-se que no dia de sua morte uma violenta tempestade assolava a ilha. Napoleão morreu, segundo a opinião do médico que o assistiu, não de um câncer no estômago, mas de uma úlcera provocada por uma má dieta e por consumo continuado de arsênico para combater a doença. existindo controvérsias de que poderia ter sido assassinado por envenenamento.
Curiosidade Napoleão foi enterrado sem o pênis, amputado horas depois de sua morte. Depois de 170 anos a exótica relíquia apareceu nos Estados Unidos, guardado por John Lattimer, professor de Urologia da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. A amputação teria sido feita pelo médico francês Francesco Antommarchi, despachado para Santa Helena para cuidar da úlcera de estômago que acabou por matar Napoleão. Antommarchi, um anatomista que pouco entendia de doenças, irritou o intempestivo corso, que o recebia a cusparadas e insultos. "Foi a vingança do médico", disse Lattimer.
Embora seja provável, não está provado que tenha sido o médico que fez a autópsia. Na sala estavam presentes 17 testemunhas, sete médicos ingleses, duas criadas de Napoleão, um padre de nome Vignali e ainda um servo árabe de nome Ali.
Em 1840, seu corpo retorna à França onde recebeu as mais significativas homenagens. Hoje repousa no Hotel des Invalides cuja esplendorosa tumba é visitada por milhões de turistas todos os anos.
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| ABRAHAM LINCOLN É ASSASSINADO POR JOHN WILKES BOOTH
Redação Tele-Fé Datas Especiais 21/04/2012 19:24 Recomende para um amigo
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No dia 14 de abril de 1865, Abraham Lincoln foi assassinado num teatro. O 16º presidente dos EUA impediu a divisão do país em norte e sul e entrou para a história como abolicionista. Às 22:15 horas de 14 de abril de 1865, no Teatro Ford, pouco antes do último ato da peça Our American Cousin ("Nosso primo americano") a porta do camarote onde estavam o presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, e sua esposa, abriu-se de repente e Lincoln foi baleado na nuca pelo ex-ator John Wilkes Booth. Assim foi assassinado o 16º presidente dos EUA, que impediu a divisão do país em norte e sul e entrou para a história como abolicionista.
Fonte: Elisonaldohistoria.blogspot.com.br
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| PROTESTANTES CONTESTAM CARLOS V DURANTE DIETA DE SPIRE
Redação Tele-Fé Datas Especiais 19/04/2012 18:01 Recomende para um amigo
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Luteranos e calvinistas se reuniriam com o monarca para tentar conquistar o reconhecimento de suas crenças.
No dia 19 de abril de 1529, cinco príncipes e representantes de 14 cidades reúnem-se em Spire, na Alemanha, e replicam a intransigência do imperador Carlos V aos partidários de Martinho Lutero. “Nós não consentimos nem aderimos ao decreto proposto em todas as coisas que são contrárias a Deus, a sua santa Palavra, a nossa boa consciência, à saúde de nossas almas”, bradariam em um solene protesto.
Os protestantes são adeptos da fé cristã professada por Lutero, Calvino e seus sucessores. Esse termo surge durante a segunda Dieta de Spire, em Abril de 1529. Do latim pro (diante) somado a testare (testemunhar), no sentido de “testemunhar sua fé”.
Na França, no século XVI, os protestantes que se reportavam à Reforma Luterana se autodenominavam reformados. Aqueles que seguiam a doutrina de Jean Calvino, muito menos numerosos, se qualificavam como calvinistas.
Os católicos consideravam uns e outros como heréticos e os apelidavam com desprezo de parpaillots, palavra de origem provençal, sinônimo de papillons (borboleta) e depois, à época das guerras de religião, de huguenotes. Essa palavra, derivada do alemão eidgenossen (conjurados), designava, em sua origem, os protestantes de Genebra em guerra contra o duque de Savoia.
A Dieta do Sacro Império Romano Germânico se reuniu em Augsburg na primavera de 1530. Diante dos senhores, bispos e representantes das cidades, o imperador Carlos V propõe uma arbitragem entre partidários e inimigos de Lutero, pois tinha necessidade do apoio de toda a nobreza alemã para lutar contra os turcos e o sultão Soliman I, que haviam chegado aos arredores de Viena.
Temendo por sua vida, Lutero se fez representar por Philippe Melanchton. Em 25 de junho de 1530, este apresenta à Dieta a profissão de fé de Lutero conhecida como Confissão de Fé de Augsburg. O texto assinado por sete príncipes e representantes de duas cidades é rejeitado após seis semanas de reflexão pelos teólogos católicos, a despeito de sua moderação doutrinária.
Ameaçados pelos exércitos imperiais, os príncipes protestantes formam a Liga de Smalkade e apelam ao socorro do grande rival de Carlos V, o rei da França, Francisco I.
A nova religião obteria seu reconhecimento definitivo mediante o Compromisso de Augsburg, em 25 de setembro de 1555. Iria se espalhar pelo norte da Europa, não sem dividir profundamente o continente e, em particular a Alemanha. Lá, a Reforma introduzida por Lutero foi equivalente à Revolução Francesa de 1789, por suas consequências políticas, econômicas, sociais e culturais.
 Iluminura representando a trajetória de Lutero
Também nesse dia: 1919 - Começa a discussão das exigências da Itália na Conferência de Versalhes 1956 - Atriz Grace Kelly se casa com o príncipe Rainier de Mônaco 1943 - Tropas nazistas sufocam o levante do gueto de Varsóvia 1995 - Atentado em Oklahoma City que custou a vida de 178 pessoas
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| ISRAEL INICIA PRIMEIRA AUDIÊNCIA DE NAZISTA APÓS NUREMBERG
Redação Tele-Fé Datas Especiais 11/04/2012 22:45 Recomende para um amigo
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No dia 11 de abril de 1961, o mundo concentra suas atenções para Jerusalém onde tem início a primeira arbitragem contra um criminoso nazista após os Julgamentos de Nuremberg. Dentro de uma caixa envidraçada está Adolf Eichmann, um homem de pequena compleição, calvo e míope.
O processo desse burocrata consciente e de inteligência medíocre expõe a “banalidade do mal”, nas palavras empregadas pela filósofa Hannah Arendt.
Futuro autor da Solução Final, nasceu em 19 de março de 1906 em Solingen, Renânia. Sua família se instalaria em Linz, Áustria, e, em abril de 1932, depois de cumprir péssimos estudos, passa a exercer funções de representante comercial. É nesse momento que ingressa no partido nazista austríaco.
Dois anos depois, vê-se obrigado a retornar à Alemanha para escapar da perseguição aos nazistas encabeçada pelo governo do primeiro ministro austríaco Engelbert Dollfuss. Ingressa então no Departamento de Assuntos Judaicos como modesto empregado, porém seu zelo o faz escalar rapidamente os degraus até o topo.
Em 1937, Eichmann mantém contato com a Agência Judaica tendo em vista facilitar a emigração de judeus para a Palestina. Ele mesmo realiza uma viagem ao Oriente Médio e ao Egito. Em grande parte devido a sua iniciativa, 17 mil judeus emigram para a Palestina em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Ao mesmo tempo, em Viena, e depois em Praga, organiza a expulsão de várias dezenas de milhares de judeus valendo-se de pressões brutais. Sua eficácia faz dele um especialista em emigração coercitiva.
Em junho de 1940, após a invasão da França, Eichmann se ocupa do Plano Madagascar, que visava deportar todos os judeus alemães para a colônia francesa e, ali, os deixar definhar. O projeto é abandonado em novembro devido ao domínio do Oceano Índico pelos ingleses.
Eichmann ingressa então na Gestapo e assume a chefia do Serviço Central de Emigração do Reich, no seio do Escritório Central de Segurança dirigido por Reinhard Heydrich. Em outubro de 1941, ascende ao posto de tenente-coronel.
Longe de ser apenas um burocrata, é um executor consciente que não titubeia em dar a cara. É particularmente apreciado por seu superior Ernst Kaltenbrunner, que assumira a direção da Segurança após o assassinato de Heydrich e lhe confiaria a organização da Conferência de Wannsee, em janeiro de 1942.
Sua principal missão, todavia, se desenrola de março a dezembro de 1944, em Budapest. Lá, organiza por sua própria iniciativa a deportação e o extermínio dos judeus húngaros. Dos 400 mil deportados, 275 mil morreriam.
Eichmann é preso pelos Aliados após a guerra mas consegue se evadir em fevereiro de 1946. Com a cumplicidade dos meios ultraconservadores, foge para a Argentina com a mulher Vera e seus três filhos em julho de 1950. Ali leva uma vida modesta, ao contrário de outros fugitivos nazistas mais libertos, como Martin Bormann ou o sinistro Josef Mengele, médico do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau.
Vivia numa casa simples nos arredores de Buenos Aires, que ele mesmo construíra com a ajuda dos filhos, quando foi sequestrado pelos agentes do Mossad israelense. Em 23 de maio de 1960, o primeiro ministro David Ben Gurion anuncia sua prisão com voz emocionada ao Knesset, parlamento israelense.
O governo de Tel Aviv fez da prisão e do processo desse criminoso nazista uma grande operação para trazer à tona os sentimentos de terror vividos nos campos de extermínio e despertar a opinião internacional para o Holocausto.
Numerosos sobreviventes dos campos são chamados a testemunhar e o Holocausto aparece tal como fora: um genocídio planificado e executado metodicamente. Como Israel tinha abolido a pena de morte salvo nos casos de crime contra o povo judeu, contra a humanidade e de guerra, o acusado sabia que seu destino era a pena capital.
Aos 55 anos, ao termo de uma existência medíocre, odiosa e fracassada, era, no banco dos réus, o último símbolo vivo do nazismo. Respondia sem reticência aparente ao interrogatório dos juízes. Agarrando-se, a seu modo, à mínima esperança de poder escapar com vida, fala copiosamente, alegando em sua defesa o dever de obediência.
É finalmente condenado à morte e enforcado em Jerusalém em 31 de maio de 1962. Suas cinzas foram dispersadas no mar, além das águas territoriais.
Também nesse dia: 1979 - Idi Amin Dada é derrubado pela Frente de Libertação Nacional de Uganda. 1919 - Organização Internacional do Trabalho é fundada em Paris. 1814 - Napoleão é banido para a ilha de Elba no Mediterrâneo. 1952 - Junta Militar que governava a Bolívia é derrotada por uma revolução nacionalista após 3 dias de combate.
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| MARTIN LUTHER KING É ASSASSINADO
Redação Tele-Fé Datas Especiais 04/04/2012 09:08 Recomende para um amigo
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Martin Luther King, o pastor negro norte-americano, é assassinado por James Earl Ray, em Memphis, Tennessee. O apóstolo da não-violência sonhava com uma sociedade racialmente igualitária à qual a minoria afro-descendente estaria plenamente integrada. Sua luta pelos direitos civis, as manifestações em marchas pacíficas, como a de 25 de agosto de 1963 sobre Washington que reuniu 250 mil pessoas, despertou a consciência do país para uma participação enfática na instauração de uma sociedade mais justa. Sua ação lhe valeu o prêmio Nobel da Paz de 1964.
Pouco depois das 6 horas da tarde de 4 de abril de 1968, Martin Luther King Jr. foi ferido mortalmente por uma arma de fogo quando se encontrava na sacada do 2º andar do Lorraine Motel em Memphis. O líder dos direitos civis estava na cidade para apoiar a greve dos trabalhadores em serviços sanitários e ia jantar quando um projétil o atingiu no queixo e rompeu sua medula espinhal. King foi declarado morto logo depois de sua chegada a um hospital local. Tinha 39 anos.
Nos meses que antecederam seu assassinato, Martin Luther passou a ficar crescentemente preocupado com a desigualdade econômica nos Estados Unidos. Organizou a Campanha do Povo Pobre para enfrentar a questão, inclusive uma marcha inter-racial de gente pobre em Washington e em março de 1968 viajou a Memphis para apoiar a greve dos sanitaristas, majoritariamente de trabalhadores afro-americanos. No dia 28 de março, uma marcha de protesto de trabalhadores liderada por King terminou em violência e com a morte de um adolescente negro. King deixou a cidade mas prometeu voltar no começo de abril para comandar outra manifestação. Em 3 de abril, de volta a Memphis, King pronunciou o que seria seu derradeiro sermão, declarando: "Tivemos algumas dificuldades dias atrás. Porém nada importa para mim agora porque estive no alto da montanha... E Ele permitiu que eu subisse a montanha. Olhei ao redor e avistei a Terra Prometida. Não irei até lá com vocês. Mas quero que esta noite saibam que nós, como povo, chegaremos à terra prometida." No dia seguinte, King é assassinado por um franco-atirador. Assim que a notícia se espalhou, a população saiu às ruas em várias cidades do país. A Guarda Nacional foi deslocada para Memphis e Washington. Em 9 de abril, King foi enterrado em sua cidade natal de Atlanta, Geórgia. Dezenas de milhares de pessoas alinharam-se nas ruas para ver passar o ataúde colocado sobre uma simples carroça rural puxada por dois burros para prestar-lhe o último tributo. Na noite do homicídio de King um rifle de caça Remington cal.30-06 foi encontrado na calçada ao lado de uma casa de pensão a um quarteirão do Lorraine Motel. Durante os meses subseqüentes de investigação, o rifle e os relatos de testemunhas oculares apontavam para um único suspeito: um foragido da prisão James Earl Ray. Criminoso comum, Ray havia fugido de uma prisão no Missouri em abril de 1967 onde cumpria sentença por assalto. Em maio de 1968, começou uma intensa caçada a Ray. Finalmente o FBI constatou que ele havia obtido um passaporte canadense sob falsa identidade, Em 8 de junho, investigadores da Scotland Yard prenderam Ray no aeroporto de Londres. Tentava voar para a Bélgica com o objetivo – mais tarde admitido – de chegar à Rodésia. À altura, a Rodésia era governada por um governo de minoria branca, opressor e internacionalmente condenado. Extraditado para os Estados Unidos, declarou-se culpado ante um juiz de Memphis em março de 1969 para assim evitar a cadeira elétrica. Foi sentenciado a 99 anos de prisão. Três dias depois, tentou retirar sua declaração de culpa, afirmando ser inocente. Alegou ter caído como trouxa numa conspiração. Afirmou que em 1967, um sujeito misterioso chamado "Raoul" o recrutou para servir a uma empresa de tráfico de armas. No dia do assassinato, se deu conta que seria o bode expiatório da morte de King, resolvendo fugir para o Canada. O pedido de Ray foi negado bem como dezenas de petições de novo julgamento ao longo dos 29 anos seguintes. Durante os anos 1990, a esposa e os filhos de Martin Luther King falaram publicamente em defesa de suas afirmações, chamando-o de inocente e especulando acerca de conspiração para cometer assassinato envolvendo o governo e os militares dos Estados Unidos. As autoridades norte-americanas, na mente dos conspiradores, estavam circunstancialmente implicadas. O diretor do FBI, J. Edgar Hoover estava obcecado com King, quem, imaginava ele, estava sob influência comunista. Nos últimos seis anos de sua vida, King esteve sob constante escuta telefônica e assédio por parte do FBI. Antes de sua morte, King foi também monitorado pela inteligência militar, que foi chamada a vigiar King depois que ele denunciou publicamente a Guerra do Vietnã em 1967. Além do mais, por pregar por reformas econômicas radicais em 1968, inclusive um ingresso anual mínimo para todos, criou inimigos em Washington. Ao longo dos anos, o crime foi por diversas vezes reexaminado e se chegou sempre às mesmas conclusões: James Earl Ray matou Martin Luther King. Um comitê nomeado pelo Congresso reconheceu que podia ter havido uma conspiração mas não havia provas para sustentar a tese. Sobrepondo-se às provas contra ele – impressões digitais no rifle e sua estada na casa de pensão na noite de 4 de abril, Ray tinha uma razão definitiva para assassinar King: ódio racial. Ray morreu em 1998.
Hoje na História - 1949 - É assinado em Washington o Tratado do Atlântico Norte. - 1897 - Morre compositor alemão Johannes Brahms. - 1974 - Morre o presidente francês Georges Pompidou. - 1918 - É criada a RAF, a Força Aérea Britânica.
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| FIM DA EDUCAÇÃO JESUÍTA NA FRANÇA
Redação Tele-Fé Datas Especiais 29/03/2012 18:33 Recomende para um amigo
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Em 29 de março de 1880, o então ministro da Instrução Pública da França Jules Ferry assina dois decretos que determinavam que jesuítas deixassem a educação do país em até três meses. Professores de outras congregações católicas teriam o mesmo prazo para se adequar à lei ou também deixar o ensino.
Cinco mil membros são quase imediatamente expulsos e cidades anticlericais chegam a cortar também os religiosos que atendiam enfermos em hospitais.
Era o começo de uma ativa política de laicização do ensino levada a cabo por Ferry, fervoroso republicano ateu e franco-maçon de uma rica família de livres-pensadores do departamento de Vosges.
Essa laicização nada tinha a ver com o desenvolvimento da instrução pública. Na França, entre 1686 e 1690, sob o reinado de Luis XIV, 29% dos homens e 14% das mulheres eram considerados alfabetizados.
É sob o reinado de Luis Filipe I que o Estado passa a se preocupar com a educação das crianças. Nessa altura, a metade dos franceses não sabia ainda nem ler nem escrever e o país estava atrasado em relação à Inglaterra e outros países da Europa do norte.
Por força de uma lei de 28 de junho de 1833, o ministro François Guizot inaugura a instrução primária pública. Sob Napoleão III, o ministro Victor Duruy amplia seu alcance. Desenvolve os liceus e encoraja a instrução das meninas contrariando a oposição dos meios conservadores.
No final do Segundo Império e antes da intervenção de Ferry, a França já era um país fortemente alfabetizado. Por volta de 1870, 72% dos novos casais estavam em condições de assinar o registro de casamento - 78% dos homens e 66% das mulheres.
No amanhecer da 3ª República, contudo, o ensino primário e secundário ainda conservava uma forte conotação religiosa devido à lei Falloux de 1850, votada por uma assembleia de maioria conservadora.
Esta lei obrigava todos os educadores a inscrever o catecismo no currículo e a levar os estudantes à missa. Permitia também às ordens religiosas abrir livremente escolas desligadas do setor público, com total autonomia para a escolha de professores. Excessiva, a lei Falloux despertou o anticlericalismo.
Ferry e os dirigentes da 3ª República queriam cidadãos instruídos, mas não só. Desejavam forjar bons republicanos e bons patriotas. Para tanto, propunham excluir a religião do ensino.
O novo chefe de governo, Charlers de Freycinet, resolve completar o âmbito dos decretos de Ferry. Em 21 de dezembro de 1880, o deputado Camille Sée, amigo de Ferry, faz aprovar uma lei que abre às meninas o acesso ao ensino secundário público em que o curso de religião seria substituído por cursos de moral.
No ano seguinte, é aprovada a criação da Escola Normal Superior de Sevres com vistas à formação de professores mulheres para os liceus. A Igreja não deteria o monopólio da educação das meninas.
Jules Ferry estabeleceu de resto a gratuidade do ensino primário em 1881, tornando-o laico e obrigatório em 1882.
O ensino primário público, gratuito e obrigatório viria a ser a ponta de lança da 3ª República. Seus defensores exaltavam os hussardos negros da República, modestos e devotados educadores que preparam os escolares a se tornarem bons cidadãos e ferventes patriotas.
Também nesse dia: 1973 - Estados Unidos se retiram do Vietnã 1945 - General Patton toma Frankfurt 1951 - Casal Rosenberg é declarado culpado de espionagem 2002 - Israel declara Arafat seu inimigo
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| MORRE A RAINHA ELIZABETH I, A MAIOR GOVERNANTE DA HISTÓRIA DA INGLATERRA
Redação Tele-Fé Datas Especiais 24/03/2012 18:22 Recomende para um amigo
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Em 24 de março de 1603, morre aos 69 anos rainha Elizabeth I da Inglaterra. Após um reinado de mais de quatro décadas, ela seria sucedida por James VI da Escócia, que unifica o país com a Escócia sob uma única monarquia.
Elizabeth assumiu a coroa em 1559 com a morte de sua meia-irmã, a rainha Mary Tudor, alcunhada de “A Sanguinária”. As duas meias-irmãs, ambas filhas de Henrique VIII, mantiveram um tempestuoso relacionamento durante os cinco anos de reinado de Mary.
Mary havia sido criada como uma católica, e promulgou leis em prol da restauração da supremacia papal na Inglaterra. Essa postura real fez eclodir uma rebelião protestante, que a levou a decretar a prisão de Elizabeth, uma protestante, sob a suspeita de cumplicidade com as manifestações.
Após a morte de Mary, Elizabeth sobreviveu a diversas conspirações católicas e tem sua ascensão saudada pela maioria dos lordes ingleses, em sua maioria reformistas que aguardavam um clima de maior tolerância religiosa.
Sob orientação inicial do secretário de Estado, Sir William Cecil, Elizabeth revogou a legislação pró-católica de Mary e estabeleceu uma Igreja Protestante de rito anglicano. Tornou-se chefe exclusiva da Igreja da Inglaterra e encorajou reformas calvinistas na Escócia.
Nas relações exteriores, Elizabeth praticou uma política de estreitamento dos laços com aliados protestantes da Inglaterra, tentando dividir seus inimigos.
Tinha a oposição do papa, que se recusava a reconhecer sua legitimidade, e da Espanha, uma nação católica que vivia o auge de seu poderio à época. Em 1588, a rivalidade entre os dois levou a uma fracassada invasão da Espanha sobre a Inglaterra, na qual a “Invencível Armada” espanhola, a maior força naval do mundo à época, foi destruída pelas tormentas e pela marinha inglesa.
Com o crescente domínio inglês dos mares, Elizabeth encorajou viagens de descobertas, como a circunavegação de Francis Drake ao redor do mundo e as expedições de Walter Raleigh à costa da América do Norte. Erigiu o poderio comercial do país, tendo Londres ultrapassado seus rivais Amsterdã e Antuérpia por seu dinamismo mercantil.
O longo reinado de Elizabeth, que se tornou conhecida como a “Rainha Virgem”, celibatária que era, coincidiu com o florescimento da Renascença Inglesa, associado ao surgimento de renomados mestres como William Shakespeare.
Por ocasião de sua morte, no começo do século XVII, a Inglaterra já havia se tornado a potência hegemônica mundial em muitos aspectos. Para muitos historiadores, a rainha Elizabeth fica na história como a maior de suas monarcas.
Também nesse dia: 1882 - É descoberto o bacilo da tuberculose 1973 - Golpe militar instaura ditadura na Argentina 1999 - OTAN bombardeia a Iugoslávia
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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| MORRE PENSADOR ALEMÃO KARL MARX
Redação Tele-Fé Datas Especiais 14/03/2012 11:13 Recomende para um amigo
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No dia 14 de março de 1883, morre em Londres o economista, filósofo, sociólogo e ativista político Karl Marx – um dos pensadores mais influentes, se não o mais influente, dos últimos dois séculos.
Marx nasceu em Treves, na Renânia, em 5 de maio de 1818, na família de um rico advogado judeu convertido ao protestantismo.
Estudou filosofia em Iéna e deixou-se impregnar pela então em voga dialética de Georg Hegel, ferramenta conceitual de que Marx se serviria ao longo de toda sua vida.
Obtém seu doutorado em 1841 por meio de uma tese sobre Epicuro e Demócrito. No ano seguinte, abandona seus estudos de filosofia e assume a direção da gazeta liberal, a Rheinische Zeitung de Colônia. Era o começo de seus problemas materiais.
Teve logo que emigrar para Paris com sua mulher, Jenny von Westphalen, uma amiga de infância que lhe daria diversos filhos, dos quais apenas três sobreviveriam.
Na capital francesa, conhece Bakunin e Proudhon, teóricos da revolução social, e torna-se amigo de Friedrich Engels, o filho de um rico industrial que lhe possibilitaria uma dedicação integral aos seus projetos intelectuais.
Em Bruxelas, em 1845, os dois publicam A Ideologia Alemã, obra na qual apresentam a teoria do materialismo histórico, pensamento no qual a economia surge como a força propulsora das sociedades humanas.
O progresso da humanidade e as mudanças de toda ordem encontram sua origem na luta dos homens entre si e contra a natureza na busca da apropriação de sua subsistência.
Combinando a dialética de Hegel e o materialismo de Feuerbach, procuram demonstrar que a História avança por uma sucessão de revoluções e sob o efeito de forças opostas. O modo de produção e o sistema econômico constituem a infra-estrutura, fundamento sobre o qual repousa a super-estrutura – instituições políticas, cultura, arte, religião.
Marx qualifica de idealistas os pensadores que pretendem que os homens sejam movidos por outras motivações. Em 1848, a dupla condensa seu pensamento num opúsculo destinado a servir de programa à Liga dos Comunistas, o Manifesto do Partido Comunista.
Nesta obra, prevê o fim da História e o desaparecimento do Estado depois que o proletariado tiver abatido a burguesia e puser termo à luta de classes que rege a História desde as origens da humanidade.
Em 1849, passa a residir em Londres. Redige os estatutos da Associação Internacional dos Trabalhadores, a 1ª Internacional Socialista. Três anos mais tarde, em 17 de julho de 1867, publica o primeiro tomo de O Capital, sua obra máxima. Os dois tomos seguintes são publicados por Engels após sua morte.
Suas ideias conquistaram o pensamento político mundial da primeira metade do século XX. Inspiraram os revolucionários russos, chineses, vietnamitas, cubanos e de diversas outras nações, além de terem alimentado os intelectuais da esquerda em todos os quadrantes até o final do século XX e, em grande medida, até os dias de hoje.
Na capital inglesa, de 1849 até sua morte, viveu em condições materiais precárias. Ganhava a vida vendendo artigos e publicando obras teóricas bastante inacessíveis ao leitor comum. A ajuda material de Engels lhe permite alcançar um certo bem-estar.
Marx se extasia com o papel protagonista que o proletariado alemão é chamado a desempenhar na revolução mundial e se inquieta com a ameaça que faz pesar sobre a revolução na Rússia.
Em 1875, tem o amargor de ver suas teses sobre a ditadura do proletariado rejeitadas em favor de uma via reformista e democrática pelos socialistas alemães reunidos em congresso em Gotha. Não suspeitaria que uma revitalização dessa tese teria lugar na Rússia, quatro décadas depois, quando um grupo de revolucionários marxistas tomaria o poder.
O materialismo histórico surge hoje, aos olhos de muitos, um pouco obsoleto, prejudicado que foi pelo fracasso de regimes políticos de fundamentação marxista.
Isto não impede que o pensamento marxista continue a inspirar os círculos políticos de esquerda e até os de direita. Como prova a insistência de uns e outros ao reduzir todas as questões em jogo – sociais, culturais e políticas – às questões econômicas.
Também nesse dia:
1978 - Israel invade sul do Líbano para atacar tropas palestinas.
Fonte: Operamundi.uol.com.br
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